Esta é uma das obras mais conhecidas da artista norte-americana Sandy Skoglund. Fazem parte de seu processo de criação objetos cuidadosamente selecionados e coloridos, em um processo que leva meses para a sua conclusão. Além de objetos esculpidos, a artista completa suas obras (fotos, instalações e vídeos) com a presença de atores.
Skoglund, que é atualmente docente em fotografia e arte instalação na Rutgers University, em Nova Jersey (EUA), afirma que enquanto criava Radioactive Cats, começou a perceber o mundo como se ela fosse um gato.
Alguns críticos escreveram que o número excessivo de gatos em RC indica a perda de controle humano, e que se lido no contexto de uma catástrofe nuclear, o excesso de gatos sugere que a natureza como conhecemos terá sido perdida. Pelo contexto social, a figura dos idosos e o número excessivo de gatos remetem à generosidade dos idosos ao recolher os felinos. Outros afirmam que a autora criou gatos luminosos (jogando com a idéia de que os gatos pode ver à noite), dispostos em um apartamento sombrio e degradado, criando um mundo para além do nosso controle. E outros exageram ao dizer que a obra retrata animais perseguindo o casal idoso na cozinha, onde no brilho que emana o ato de abrir a porta da geladeira, assiste-se a um pesadelo de velhice e de decrepitude.
Na minha opinião, gatos e humanos estão serenos e em plena harmonia. É uma obra fascinante.
Radioactive Cats (1980): fotografia colorida (cibachrome), 65 x 83 cm.
Acervo: fraclorraine.org



O artista retrata a melancolia de suas figuras dentro de narrativas de fantasia e contos de fada. Em suas obras incluem seres humanos (homens cansados do mundo e mulheres com aura de decadência e erotismo) e um repertório de animais humanizados como girafas boxeadoras, pombos pensativos, cavalos minúsculos e gatinhos gorduchos.







Fotógrafa de origem iugoslava, Dora, que também foi amante do escritor Georges Bataille, conheceu Picasso (na época com 55 anos) aos 29 anos de idade. Diferente da maioria das outras mulheres, que sempre viveram à sombra do pintor, Dora era uma fotógrafa de talento e prezava por sua privacidade. De acordo com o pintor pernambucano
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