Archive for the 'Livros' Category

O Bibliófilo Aprendiz

Por quê? Para quê colecionar livros? O Bibliófilo Aprendiz (Casa da Palavra) certamente responde a estas e outras indagações para os curiosos e para quem ama viver cercado por livros. Simples e claro, o livro é um convite aos novos leitores e àqueles com interesse pelos livros raros. “Falar de livros é a melhor das prosas. Mas está se perdendo o hábito de prosear. Não se proseia mais em portas de livrarias”, revela o autor Rubens Borba de Moraes, o qual foi diretor da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, entre 1945 e 1947, e diretor da Biblioteca da ONU em Nova York, de 1954 a 1959.

Coloco aqui alguns ensinamentos colhidos no livro para atiçar a sua curiosidade:

Um livro começa sua carreira sendo “comum”; passa a ser “escasso”; torna-se “raro”; e acaba sendo “raríssimo”.

O prazer de colecionar, a emoção de encontrar um livro procurado há anos, a volúpia de completar as obras de um autor, é, para o milionário que paga uma fortuna por um livro, a mesma do pobretão que encontra num sebo o volume sonhado”.

O que o bibliófilo procura é um prazer intelectual e artístico e não o ganhar dinheiro”.

Para se formar uma coleção homogênea sobre um assunto ou um autor é preciso ciência, conhecer a vida do autor, saber quando, onde publicou seus livros. É preciso toda uma soma de conhecimentos, uma verdadeira erudição.É aí que está a diferença entre o verdadeiro bibliófilo e o mero comprador de livros”.

O novo conto catarina

É hoje, dia 29 de abril, às 19 horas no Hall da Reitoria da UFSC em Florianópolis, o lançamento do livro “O novo conto catarina”, organizado pela Regininha Carvalho. Escritores nascidos entre 1943 e 1984, a maioria em território catarinense, estão no livro. “O ‘novo’ diz respeito tanto à idade dos autores, na maioria dos casos nascidos nos anos 70 e 80 – e que estão, portanto, na faixa dos 25 aos 35 anos –, quanto ao ineditismo de seus textos. E o ‘catarina’ refere-se a contistas naturais do Estado ou que adotaram Santa Catarina e trazem nossa terra como pano de fundo”, assinala a organizadora.

Quem está no livro: Adriano Marcelo de Souza, Aleph Ozuas, Ana Paula Fehrlen, Camille Bropp, Carlos Henrique Schroeder, Charles Silva, Clarmi Regis, Dauro Veras, Denise Ravizzoni, Dennis Radünz, Egídio Mariano do Nascimento, Fernando Floriani Petry, Francisco Orlandi Neto, Inês da Silva Mafra, Isadora Pamplona Genecco Moreira, Ivan J. Panchiniak, Jaime Ambrósio, Ludmila Gadotti Bolda, Maicon Tenfen, Marco Vasques, Moacir Loth, Raquel Wandelli, Renato Tapado, Rodrigo Schwarz, Rubens Lunge, Sigval Schaitel, Suzana Mafra, Vanessa Clasen, Vera Maria Flesch, Werner Neuert e Willian Vieira.

A edição fecha as comemorações dos 25 anos da EdUFSC e parte dos 6.000 exemplares será distribuída à comunidade universitária. Estão todos convidados!

A livraria mais charmosa do mundo

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Tudo começou quando Sylvia Beach (1887-1962), uma norte-america radicada em Paris, decidiu montar em 1919, uma livraria com a intenção de difundir os novos autores e a literatura contemporânea do seu país de origem. A nova livraria situada na Rue Dupuytren nº 8 atraiu muitos curiosos e amantes das letras. Assim surgiu a Shakespeare and Company, que logo depois mudaria para a Rue de l’Odéon nº 12, tornando-se o centro da cultura literária de língua inglesa na capital da França. Grandes nomes freqüentaram ou se instalaram na livraria de Sylvia e dentre seus fregueses estavam Gertrude Stein, Ezra Pound, Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway (ao lado de Sylvia na foto acima, à esquerda), James Joyce (com Sylvia na foto acima, à direita) e Man Ray.

sco.jpgO livro Shakespeare and Company, uma livraria na Paris do entre-guerras, publicado pela ótima editora Casa da Palavra, é um relato de Sylvia sobre as peculiaridades de seu empreendimento. Sylvia teve coragem suficiente para publicar Ulisses de Joyce, na época em todas as editoras se recusavam a editá-lo. Todos os passos da construção de Ulisses são narrados, desde a procura por um tipógrafo interessado no audacioso projeto, as revisões de Joyce sobre as inúmeras provas do livro até seu lançamento e sua aceitação pelo público. Ulisses foi o único livro publicado pela Shakespeare and Company de Sylvia Beach.

Já consolidada, a livraria fechou em plena II Guerra Mundial, pois a nacionalidade norte-americana de Sylvia e suas amizades judaicas chamaram a atenção dos nazistas. Após recusar-se a vender um exemplar de Finnegans Wake a um militar alemão, Sylvia recebeu o aviso de que os nazistas iriam confiscar tudo. Em questão de horas tudo foi escondido no terceiro andar do prédio e, em 1941, quando os alemães voltaram lá, não encontraram mais a loja.

Em 1951 outro norte-americano radicado em Paris (George Whitman, 1913 - ) abriu uma livraria com o mesmo nome na Rue de la Bücherie nº 37 (fotos abaixo) e hoje funciona nos moldes da antiga loja de Beach. Há décadas a livraria continua sendo o ponto de encontro para amantes da literatura e de aventureiros amantes da leitura em busca de um lugar para dormir. Lá, livros e camas se juntam. Whitman pretendeu transformar sua loja de livros numa “utopia socialista disfarçada de livraria”. Na década de 50, integrantes da geração beat, como William Burroughs e Allen Ginsberg buscaram guarida na livraria. No livro Um livro por dia - minha temporada parisiense na Shakespeare and Company, o ex-jornalista policial canadense e hoje escritor Jeremy Mercer narra os nove meses em que passou em companhia de George Whitman e dos viajantes que procuraram a livraria como pouso em troca de trabalho. O livro foi publicado pela mesma editora e além das aventuras dentro da excêntrica livraria, Jeremy narra sua vivência em Paris com pouco dinheiro no bolso, de forma bem alternativa e nem por isso de forma miserável.

Para conhecer um pouco mais desta charmosa livraria, acesse este site e faça um giro de 360º pelos arredores da livraria ou por entre suas estantes recheadas por milhares de livros. Há também comunidades na net, como esta no Flickr, com várias fotos em diversos ângulos, inclusive da gatinha preta Kitty, que entre um cochilo e outro, tem a função de vigiar os livros dos temíveis roedores.

Outra dica é assistir ao filme Before Sunset (2004), com Julie Delphy e Ethan Hawke. O filme começa dentro da livraria, mas este é assunto para o próximo post. Aguardem!

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Ser feliz é ter um livro… e seguir contra o vento

poor poet, Carl Spitzweg

Ser feliz é ter um livro novo pra ler, e sentir aquele cheiro de papel que livro novo tem – uma diliça! – amar a capa linda que fizeram, e gostar dele de monte, sem vontade de largar, e aprendendo uma porrada de coisas novas sobre gentes e sentimentos.”

Adorei esta frase escrita pela Regininha, retirada da crônica “Ser feliz”, que saiu pelo AN, na quinta-feira passada. Gostei demais porque adoro livros! Ler, fazer, cheirar, e apreciá-los como objeto.

Ler livros nos faz viajar tão alto e tão longe, que às vezes nem dá vontade de voltar! E relembrando um post anterior… eu mencionei que nas férias viajei a Londres, no começo do século XX. Pois bem, foi uma viagem fantástica, porque descobri a capital inglesa pelas palavras de dois escritores. Um deles é o escritor argentino Rodrigo Fresán, autor do romance Jardins de Kensington, que numa mistura de cenários ingleses (a Londres vitoriana e a Londres psicodélica dos anos 1960), conta a história de J. M. Barrie, o criador do clássico Peter Pan. Baseado nos diários e cartas de J. M. Barrie, Fresán revela a aproximação do criador com os irmãos Llewelyn Davies, que ficaram famosos por serem os inspiradores desta fábula eterna. Uma curiosidade: a história do filme Finding Neverland (2004), estrelado por Johnny Depp, não é fiel à vida do escritor, que dizia:

A melhor coisa do mundo é ser criança e a segunda melhor coisa do mundo é escrever sobre ser criança.”

Em outro livro, passeei pela Londres de Virgínia Woolf, através do diário da escritora. Li a versão portuguesa, pois a edição brasileira está esgotada, infelizmente. No diário, Virgínia expõe suas críticas e seus encantamentos pelos lugares da cidade e revela um pouco sobre seu conturbado processo criativo. Analisa minuciosamente seus amigos do Bloomsbury Group, e também outros escritores ainda desconhecidos, como T. S. Eliot e Aldous Huxley. Além disso, Virgínia descreve seu dia-a-dia na Hogarth Press, editora fundada em 1917 e que pertencia à ela e seu marido Leonard Woolf. Que diliça! – como diz Regininha, ler as palavras de Virgínia sobre os dias inteiros que passava costurando livros e escolhendo as capas desenhadas pela artista e irmã Vanessa Bell. E para minha surpresa, Virginia escreve com tristeza (em maio de 1921) sobre a morte inesperada de um dos irmãos Llewelyn Davies, pois afinal, todos moravam nos arredores dos Jardins de Kensington.

Concordo com Rodrigo Fresán quando ele diz que “é melhor não ir para conhecer melhor”. Fui a Londres duas vezes e não gastei nada, pois eram livros emprestados! E no final da viagem ainda encontrei esta frase de Virgínia:

Ser feliz é virar tudo do avesso de três ou quatro em quatro anos. Mudar sempre de rumo para se seguir contra o vento.”

J.M.Barrie and Virginia Woolf

Gatos, bigodes ao léu

capa gatos laerteAcho que todo mundo tem o costume de colecionar algo estranho ou peculiar. Pois eu tenho o costume de catar os bigodes dos meus gatos caídos no chão. Já tenho uma porção e ainda não sei bem o que fazer com eles. De repente eu invento alguma “coisa” pós-complexa…

E por falar em bigodes, em janeiro ganhei o livro (que está na foto ao lado) dos ‘Gatos do Laerte‘ e é divertidíssimo. Adoro o trabalho do Laerte e todos os seus personagens hilários, como os Piratas do Tietê, Los 3 amigos e o Homem Catraca. Mas é claro que a Gata e o Gato são os meus preferidos e no livro, logo no início da apresentação dos gatos, há uma ótima descrição de suas características e preferências, que descrevo aqui:
Gata - não gosta de ser definida como fêmea do gato; é uma fêmea absoluta, acima das espécies e das estrelas. Curte Luiz Melodia, acredita em Batman, sonha com números e aposta tudo em sexo bizarro.
Gato - Idealista, criativo, inseguro, portador de uma bagagem cultural mais sortida do que profunda. Tem todas as sonatas de Beethoven, mas já foi visto num karaokê, dando tudo de si pra impressionar a gatinha. E conseguiu.

Laerte é um criador talentoso e catlover revelado na contracapa deste mesmo livro, que diz o seguinte: “Trabalha desde 1973, com o objetivo de comprar ração e areia.” Por esta revelação suponho que os gatos do Laerte são sortudos por terem um dono assim tão generoso e legal!

tira gatos

Renato Tapado

renatotapado.com

Ontem aconteceu em Florianópolis o lançamento oficial do site do escritor, amigo e catlover Renato Tapado. O belo site (criação de Aleph Ozuas, meu companheiro e também criador deste blog, by DZO) tem 13 livros e mais de 800 páginas em arquivos no formato pdf. Poesia, prosa poética, contos, artigos, diário de uma viagem solitária de bike à Patagônia e várias outras categorias compõem o site muito convidativo.

Renato, que vive numa casa charmosa na pequena cidade de Alfredo Wagner (SC), tem paixão antiga pelos felinos. Seus dois gatos (Monet e Griès) reinam livremente pela natureza ao pé da serra e, é claro, gatos não haveriam de faltar na obra do escritor: Gatos, pequeno dicionário poético é um livro em processo e dele eu escolhi este trecho para o catlover de hoje:

CRIANÇAS
Para quem não conhece os gatos, parece um mistério: quando, numa reunião de visitas, crianças entram na casa em que nunca haviam estado e, surpresas, se deparam com um gatinho com olhar confuso no meio da sala, ele de repente foge, a buscar refúgio em algum canto. Isso acontece em maior medida com os gatos adultos. Os filhotes, inocentes e brincalhões todas as horas em que não estão dormindo, acham as crianças divertidas, só que um tanto exageradas. Mas os felinos adultos, depois de tantas experiências, são meio traumatizados. Para uma criança, um gato pode ser um ótimo brinquedo: pode-se, por exemplo, agarrá-lo pelo rabo, arrastá-lo em meio aos móveis, apertá-lo até ele miar, miar como ele até ele não agüentar mais e sumir, colocá-lo de cabeça para baixo, jogá-lo para o alto para verificar se é mesmo verdade que um gato sempre cai com as patas para baixo, e inclusive testar as tais de suas “sete vidas”, pondo-o para secar no microondas ou dando-lhe um banho na máquina de lavar roupas… De posse desse conhecimento acumulado, o gato adulto, quando pequenos humanos entram na sala, disparam. A não ser aquela, que tem nome de flor e, tímida e de voz baixa, pergunta à dona se pode acariciar o gatinho. A resposta é sim, e a menina, em gestos lentos e meigos, sente no pêlo acetinado do gato que o mundo, às vezes, pode se tornar delicado.

monet e gries

Amores Expressos: o amor contemporâneo em diferentes instantâneos

amoresexpressos

Muitos já conhecem este projeto e alguns outros ainda não:
Amores Expressos é uma idéia editorial inédita que convocou 16 (privilegiados) escritores brasileiros para uma mesma missão: passar um mês numa metrópole do mundo e escrever um romance. Com uma única exigência: os romances devem contar uma história de amor ambientada nas cidades respectivamente visitadas. Paris, Cairo, Tóquio, Havana, São Paulo, Cidade do México, Bombaim, Praga, Lisboa, Dublin, São Petersburgo, Nova Iorque, Istambul, Berlim, Buenos Aires e Shangai são as cidades que receberam os 16 escritores escolhidos pelo projeto. Posteriormente, as futuras dezesseis histórias serão transformadas em livros e editados pela Companhia das Letras. Apesar da polêmica inicial de quando o projeto foi lançado, diz-se que esta iniciativa não tem nenhum custo financiado pela Lei Rouanet.

Enquanto os livros não saem, vale muito à pena ler as impressões, descobertas, frustrações e encantos narrados em crônicas dos escritores escolhidos, nas diferentes cidades que serviram de cenário e inspiração para suas narrativas. Além de um diário de bordo, os blogs funcionam como um exercício de pesquisa para cada um dos autores, mesmo aqueles que declaradamente não gostam desta ferramenta, como no caso de Lourenço Mutarelli, que foi para Nova Iorque e desbravou Manhattam e Brooklyn no melhor estilo humor, sarcasmo e críticas à terra do tio Sam. Há também a fabulosa e cultural Paris de Adriana Lisboa, a histórica Dublin de Daniel Pellizzari, o caos da Xangai de Antonio Prata, entre outros. Os escritores realmente misturaram-se nas cidades e não foram apenas turistas com intenção de captar tudo e todos, num curto espaço de tempo. Instalaram-se em residências ou apartamentos, conviveram e se aproximaram do cotidiano dos moradores locais, descobriram lugares inusitados e muitas vezes explicitaram suas aflições e seus sentimentos.

Os romances virão, mas com certeza estes blogs já são ótimos livros virtuais de literatura de viagem.

O gato por dentro - William Burroughs

O Gato por dentroA editora L&PM lançou, em 2006, o pocket book “O gato por dentro”, no qual o célebre escritor beat norte-americano William Burroughs (1914-1997), amante inveterado dos felinos, relembra em 102 páginas, os gatos que passaram pela sua vida, tudo o que fizeram por ele e por sua saúde mental. O escritor parece concluir que, fora as particularidades físicas, pouca diferença há entre humanos e felinos.

William Burroughs iniciou sua carreira literária na década de 40, ao lado de Jack Kerouac e Allen Ginsberg, entre outros escritores beats. Sua obra mais conhecida é “Naked Lunch” (Almoço Nu), publicado em 2005 no Brasil, pela editora Ediouro. Conhecidíssimo pelas experimentações com diversos narcóticos, nos anos 70 Burroughs passou a lecionar e conviver com intelectuais e artistas como Andy Warhol e Susan Sontag. Na década de 80, sua obra e personalidade tornaram-se referências mundiais.

Escrito na maturidade do autor, entre 1984 e 1986, “O gato por dentro” traz inventivas e espirituosas reminiscências e reflexões. É uma viagem sentimental e muito particular pelo ancestral convívio entre gatos e humanos. Abaixo, alguns trechos do livro:

“Quando penso no início de minha adolescência, eu me recordo da sensação recorrente de aninhar e acariciar uma criatura contra meu peito. É bem pequena, mais ou menos do tamanho de um gato. Não é um bebê humano, nem um animal. Não exatamente. É parte humana e parte outra coisa. Lembro-me de uma ocasião em que isso aconteceu lá na casa da Prince Road. Eu devia ter doze ou treze anos. Eu me pergunto o que era… um esquilo?… não exatamente. Não consigo ver direito. Não sei de que ela precisa. Sei apenas que confia plenamente em mim. Muito mais tarde eu descobriria que fui escalado para o papel do Guardião, para criar e alimentar uma criatura que é parte gato, parte humana e parte algo ainda inimaginável, que pode resultar de uma união que não acontece há milhões de anos.”

“Nos últimos anos, tornei-me um dedicado amante de gatos, e agora reconheço a criatura claramente como um espírito felino, um Familiar. Sem dúvida compartilha coisas com o gato, e também com outros animais: raposas voadoras, lêmures ai-ais, lêmures-voadores com olhos amarelos enormes que vivem em árvores e são indefesos no chão, lêmures de cauda anelada e os pequeninos lêmures microcebos, martas, guaxinins, minks, lontras, gambás e raposas da areia.”

“Há quinze anos sonhei que tinha pego um gato branco com linha e anzol. Por algum motivo, estava prestes a rejeitar a criatura e jogá-la de volta, mas ela começou a se esfregar contra mim e a miar de um jeito comovente. Desde que adotei Ruski, os sonhos com gatos são nítidos e freqüentes. Costumo sonhar que Ruski pulou em minha cama. Claro que isso às vezes acontece, e Fletch também é um visitante contumaz, que pula na cama, se aninha contra mim e ronrona tão alto que não consigo dormir.”