
O resultado do Jabuti deste ano foi uma grata satisfação. O prêmio de melhor ilustração de livro infantil ou juvenil foi para a Mariana Massarani, pelo livro Toda criança gosta, escrito por Bia Hetzel e publicado pela editora Manati. As ilustrações da Mariana são lindas e muito coloridas. Este livro é especial porque o texto fala dos valores universais da infância ao lembrar do que toda criança gosta, como levantar da cama sem pressa; receber um sorriso junto com o bom-dia; ouvir um segredo cochichado; ser ouvida quando precisa falar, e muito mais.
Na categoria de melhor romance ganhou O filho Eterno, do escritor Cristóvão Tezza, publicado pela editora Record. Neste livro, Tezza expõe as dificuldades e as pequenas vitórias de criar um filho com síndrome de Down, ao mesmo tempo em que recorda a sua trajetória como professor em universidade pública e como escritor com trinta e poucos anos e alguns livros na gaveta.
O livro é bom demais, e este artigo de Leandro Oliveira para o LeMonde Diplomatique resume muito bem o tom deste romance de Tezza: “é um mergulho num mundo íntimo, mas equilibrado pela ficção. Engana-se quem pensa que encontrará ali o autor contando a verdade, as memórias de sua vida. Há um afastamento, proposto pela construção da narração em terceira pessoa, que faz toda a diferença nos trechos mais difíceis… Mais do que uma história de filho doente, O filho eterno é uma bela reflexão sobre a paternidade, sobre ser escritor e sobre o momento político conturbado dos anos 1980.”
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Leia também a entrevista de Tezza para a Ciberarte, onde o escritor fala de sua relação com a internet e seu processo de criação.

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