
May Belfort foi uma jovem cantora irlandesa de cabarés parisienses do final do século 19. Era muito conhecida porque durante suas performances usava um estranho roupão com grandes mangas bufantes e uma touca que a faziam parecer um bebê. Carregava também seu gatinho de estimação, registrado nesta litografia em 4 cores, datada de 1895, pelo artista francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901).
Alguns críticos achavam a voz de May Belfort ruim e patética, mas ela capturava sua audiência quando cantava antigas melodias irlandesas com seu jeito angelical. Diziam que na realidade ela era uma garota sádica e valentona. Quando Lautrec a viu pela primeira vez em 1895, cantando no café-concert Les Décadents, ficou fascinado. Durante sua carreira, criou cinco pinturas, um poster e seis litografias da cantora.
O interesse de Lautrec pelos cabarés de Paris começou quando ele ainda era estudante. Em 1884, ele visitou o conhecido café Chat Noir e conheceu o famoso proprietário Aristide Bruant que o apresentou a todos os artistas. Começava assim uma sociedade promissora, pois além de frequentador assíduo dos cabarés, Lautrec criou vários cartazes, anúncios e peças publicitárias para estes estabelecimentos, inclusive o mais famoso deles, o Moulin Rouge. O artista ficou famoso por trazer refinada estética artística às gravuras coloridas e por suas técnicas inovadoras. Tornou-se famoso como o pintor da noite moderna, por capturar a essência da vida noturna, nas inúmeras cenas teatrais dos cabarés parisienses.
Olá, Leila,
Adorei vir aqui e me deparar com uma litografia do T-L. É linda, pra não dizer hipnotizante. Quando morei em P., vi uma exposição só dele e, nas várias idas a Montmartre, subi e desci a rue des Martys, endereço do Le Divan Japonais (famoso por causa da cantora Jane Avril). Infelizmente, esse cabaré não existe mais — assim como o Le Chat Noir (na avenue Pigalle), freqüentado por Van Gogh e tantos outros artistas “recusados” pelo establishment. Hoje, em seu lugar, existe um café homônimo que em nada lembra deve lembrar o antecessor, mas, mesmo assim, achei legal terem preservado o nome.
Sim, Leila, vou curar a minha ulcera …O nome do livro é Limeriques da Cocanha, de Tatiana Belinky…abs!
Desolée, o Le Chat Noir fica na boulevard de Clichy, perto do metrô Pigalle.
Sério? Eu me hospedei lá perto e não vi… que pena! Fiquei bem na rua Pigalle, ao lado do metrô.