Archive for October, 2007 Page 2 of 2



Cinema brasileiro

tropaelite2.jpgQuando falavam em cinema brasileiro, logo me vinha à cabeça um filme que, ou era sobre favela, ou sobre a miséria no nordeste. E com este pensamento, eu desistia de ver qualquer filme que fosse brasileiro. Engano meu. Hoje o cimena brasileiro está mais diversificado, exemplo disso é o ótimo O Cheiro do Ralo, adaptado do livro homônimo do escritor e ilustrador Lourenço Mutarelli. O filme tem um humor sarcástico e seu personagem principal, muito bem interpretado por Selton Mello, é hilário, para não dizer cômico. A estória expõe o estranho e o bizarro dia-a-dia do comprador de antiguidades, perdido entre tantos objetos e que adora dizer “eu não gosto de você, eu não gosto de ninguém”. Gostei muito do filme, gostei mesmo.

Outro filme de 2006 (e com o nordeste como cenário) é o O Céu de Suely. É um filme lento e bonito, e o foco não é somente na pobreza das pessoas, e sim no objetivo e escolha de uma mulher determinada a tudo para sair daquele lugar. É um filme diferente e envolvente.

Mas este post sobre cinema brasileiro tem um determinado propósito… pois enquanto todos falavam sobre o filme Tropa de Elite  (que está disponível para baixar na net) eu não iria comentá-lo e relutei muito em assistí-lo, com todo o meu pensamento preconceituoso sobre filmes brasileiros, ainda mais com o Wagner Moura no papel principal (só dá ele na tv!). Errei de novo e vou comentar, aliás, vou elogiar muito, porque além da brilhante performance do Wagner Moura como o policial do BOPE, o filme não trata apenas da violência, mas vai além sobre o complexo sistema da violência no Brasil, que abrange desde a corrupção da polícia (que trabalha contra ela mesma), o esquema do tráfico de drogas e a postura da sociedade em relação à tudo isso. Realmente era um filme para concorrer ao Oscar. Mas é claro, quem assistiu ao filme sabe que não é essa a imagem que os ‘homens de preto’ querem que os gringos tenham do Brasil, até porque no filme fala-se muito em colocar as vítimas na conta do Papa.

O filme O ano em que meus pais saíram de férias é uma gracinha, qualidade ótima, roteiro bem elaborado, ligando a ditadura militar com a copa de 1970, mas… esse definitivamente não é o Brasil real, este sim é ficção.

Dois Salões, dois catálogos

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Ontem recebi, fresquinho da gráfica, o catálogo do 9º Salão Victor Meirelles (na foto - acima), no qual eu criei o projeto gráfico. O Salão aconteceu em dezembro de 2006 e o catálogo, desde esta data, estava pronto e esperando pela liberação da verba da Lei de Incentivo à Cultura. Depois de 1 ano o governo do Estado de Santa Catarina resolveu liberar o dinheiro.

O catálogo da foto - abaixo, é do “Arte Pará 2006“. Neste, eu participo como artista, com o desenho eletrônico “Papai ama mamãe, mamãe ama papai, mamãe ama mamãe, papai ama papai“, que trata sobre o crescente número de pais separados, mães solteiras e casais homossexuais que assumem a responsabilidade de criar filhos fora do padrão tradicional da família mononuclear. Estas novas estruturas familiares nem sempre são compreendidas pela sociedade, resultando em agressão social. A obra é toda composta por tipos, em reprografia sobre plástico incolor, e sua dimensão é 210 x 150 cm.

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Carambola

Luminária CarambolaHoje recebi um presente, que além de me trazer felicidade pela surpresa, me fez também sentir muito orgulho de quem o criou e enviou! Esta luminária ao lado é da Carambola Gifts, empresa da super amiga Cris Ziliotto, que vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Nós nos conhecemos numa agência de publicidade aqui em Floripa, em 2001, e depois trabalhamos juntas por + 2 anos numa editora, na qual eu era sua chefe. Naquela época, ela já comentava que gostaria de trabalhar com gifts e dizia que eu a inspirava na busca pelos sonhos. Eu já conhecia sua empresa, mas não havia visto (ao vivo!) nenhum de seus produtos. A luminária é linda! Acabamento perfeito (e sou bem chata com detalhes e acabamentos), super charmosa, ótima funcionalidade e o gatinho é fofo demais. Quando a Cris foi para o Rio, ela partiu do zero e precisou de muita coragem no seu novo empreendimento. Hoje é ela quem me inspira.

A menina e o elefante

Capa

Para quem curte um belo livro ilustrado, esta é uma ótima dica: A menina e o elefante de Nicole de Cock, editado no Brasil pela CosacNaify.

Uma estória de amizade encantadora e sem lição de moral, sobre a viagem de uma menina até a África.

Fur: An imaginary portrait of Diane Arbus (2006)

FURSe o espectador imagina encontrar uma Diane Arbus plena em suas atividades fotográficas, se engana. Para os amantes da fotografia, a câmera Rolleiflex é apenas uma coadjuvante esquecida e sem função.

O filme do diretor Steven Shainberg (diretor também do ótimo Secretary, 2002) com roteiro de Erin Cressida Wilson (adaptado do livro de Patricia Bosworthé) é realmente um retrato imaginário dos motivos que podem ter feito a Diane judia burguesa, mãe e dona-de-casa tornar-se a Diane artista tão surpreendente para a sua época.

O roteiro é envolvente e perturbador, assim como a vida de sua protagonista. O dia-a-dia da assistente do então famoso-marido-fotógrafo é modificado quando surge em sua vida Lionel, uma figura estranhamente envolvente, na qual Diane (que já no início do filme mostra indícios de que é um ser diferente) vai ao encontro à esse estranhamento.

Apesar da atuação impecável da bela Nicole Kidman, sua imagem e beleza têm destaque excessivo e fica a sensação da falta da verdadeira Diane. Já o personagem Lionel, interpretado por Robert Downey Jr. nos envolve em toda a fábula, com sua voz e olhar envolvente e sensual, entretanto, no desfecho da estória, quando sua pele resolve aparecer, toda a sensualidade desaparece na pálida magreza de seu corpo.

Parece que este filme, assim como todos os que são ligados à milionária indústria de Hollywood, tenta um estilo próprio mas cai no clichê americano, a exemplo das peças de divulgação do filme, em que Downey está sem o seu ‘figurino’ principal e os olhos de Nicole são de um azul hipnotizante, destacando mais a beleza da atriz do que sua personagem.

Fica a pergunta: será que um freak na capa do filme causaria tanto impacto negativo para o público? Fugir desta realidade vai contra a obra de Diane, pois as diferenças entre as pessoas, a vulnerabilidade humana e os contrastes eram a essência de sua arte.

Uma de suas mais célebres frases era “Most people go through life dreading they’ll have a traumatic experience. Freaks were born with their trauma. They’ve already passed their test in life. They’re aristocrats.”

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lagoa do peri

Olá!

Hoje comemoro meu aniversário e ganhei este blog de presente do meu amor (e + uma conta ‘pro’ do flickr). São meus presentes virtuais! Gostei!

É intenção desta nova blogueira postar assuntos sobre as coisas de que mais gosto, como arte, design, fotografia, ilustrações, livros, cinema, gatos e crafts.

Para começar, coloco esta minha ilustra sobre o dia de hoje. Foi assim que me imaginei, estando no lugar que mais gosto daqui de Floripa, mas como esqueci de colorir o céu, hoje o dia amanheceu nublado e ventoso, e nem pensar em sair de casa. Resultado: ficamos todos descansando…
dia de aniversario real