Quando falavam em cinema brasileiro, logo me vinha à cabeça um filme que, ou era sobre favela, ou sobre a miséria no nordeste. E com este pensamento, eu desistia de ver qualquer filme que fosse brasileiro. Engano meu. Hoje o cimena brasileiro está mais diversificado, exemplo disso é o ótimo O Cheiro do Ralo, adaptado do livro homônimo do escritor e ilustrador Lourenço Mutarelli. O filme tem um humor sarcástico e seu personagem principal, muito bem interpretado por Selton Mello, é hilário, para não dizer cômico. A estória expõe o estranho e o bizarro dia-a-dia do comprador de antiguidades, perdido entre tantos objetos e que adora dizer “eu não gosto de você, eu não gosto de ninguém”. Gostei muito do filme, gostei mesmo.
Outro filme de 2006 (e com o nordeste como cenário) é o O Céu de Suely. É um filme lento e bonito, e o foco não é somente na pobreza das pessoas, e sim no objetivo e escolha de uma mulher determinada a tudo para sair daquele lugar. É um filme diferente e envolvente.
Mas este post sobre cinema brasileiro tem um determinado propósito… pois enquanto todos falavam sobre o filme Tropa de Elite (que está disponível para baixar na net) eu não iria comentá-lo e relutei muito em assistí-lo, com todo o meu pensamento preconceituoso sobre filmes brasileiros, ainda mais com o Wagner Moura no papel principal (só dá ele na tv!). Errei de novo e vou comentar, aliás, vou elogiar muito, porque além da brilhante performance do Wagner Moura como o policial do BOPE, o filme não trata apenas da violência, mas vai além sobre o complexo sistema da violência no Brasil, que abrange desde a corrupção da polícia (que trabalha contra ela mesma), o esquema do tráfico de drogas e a postura da sociedade em relação à tudo isso. Realmente era um filme para concorrer ao Oscar. Mas é claro, quem assistiu ao filme sabe que não é essa a imagem que os ‘homens de preto’ querem que os gringos tenham do Brasil, até porque no filme fala-se muito em colocar as vítimas na conta do Papa.
O filme O ano em que meus pais saíram de férias é uma gracinha, qualidade ótima, roteiro bem elaborado, ligando a ditadura militar com a copa de 1970, mas… esse definitivamente não é o Brasil real, este sim é ficção.


Hoje recebi um presente, que além de me trazer felicidade pela surpresa, me fez também sentir muito orgulho de quem o criou e enviou! Esta luminária ao lado é da 
Se o espectador imagina encontrar uma 

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