Vegan YumYum é um dos sites mais bonitos sobre comida que já encontrei na internet. E o mais legal: são todos pratos vegan! Muitos acham que comida vegetariana é comida sem gosto e sem sal. Lolo, a criadora de todas essas delícias, mostra que é possível inventar saborosos pratos com diversos ingredientes sem precisar necessariamente de carne.
Vegan YumYum surgiu depois que Lolo decidiu sair de seu “day job” para se dedicar a escrever um livro sobre culinária. Ela não é chef, nunca frequentou uma escola de gastronomia e também não é fotógrafa profissional. Entretanto, sempre gostou de cozinhar e desde que se tornou vegetariana, a cozinha tem sido seu lugar preferido dentro da casa.
Muitos fãs dos pratos da Lolo perguntavam como ela conseguia tirar fotos tão bonitas dos pratos que executava. Alguns dias atrás, Lolo colocou um post bem esclarecedor, com várias dicas sobre “fotos de comida para bloggers”. Neste post, ela mostra que não há muitos segredos envolvidos no processo, desde a escolha das louças (na dúvida, o branco combina com tudo), até como escolher o melhor background para cada prato preparado.
Um prato cheio para quem gosta de fotos e comidinhas diferenciadas!
O resultado do Jabuti deste ano foi uma grata satisfação. O prêmio de melhor ilustração de livro infantil ou juvenil foi para a Mariana Massarani, pelo livro Toda criança gosta, escrito por Bia Hetzel e publicado pela editora Manati. As ilustrações da Mariana são lindas e muito coloridas. Este livro é especial porque o texto fala dos valores universais da infância ao lembrar do que toda criança gosta, como levantar da cama sem pressa; receber um sorriso junto com o bom-dia; ouvir um segredo cochichado; ser ouvida quando precisa falar, e muito mais.
Na categoria de melhor romance ganhou O filho Eterno, do escritor Cristóvão Tezza, publicado pela editora Record. Neste livro, Tezza expõe as dificuldades e as pequenas vitórias de criar um filho com síndrome de Down, ao mesmo tempo em que recorda a sua trajetória como professor em universidade pública e como escritor com trinta e poucos anos e alguns livros na gaveta.
O livro é bom demais, e este artigo de Leandro Oliveira para o LeMonde Diplomatique resume muito bem o tom deste romance de Tezza: “é um mergulho num mundo íntimo, mas equilibrado pela ficção. Engana-se quem pensa que encontrará ali o autor contando a verdade, as memórias de sua vida. Há um afastamento, proposto pela construção da narração em terceira pessoa, que faz toda a diferença nos trechos mais difíceis… Mais do que uma história de filho doente, O filho eterno é uma bela reflexão sobre a paternidade, sobre ser escritor e sobre o momento político conturbado dos anos 1980.”
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Leia também a entrevista de Tezza para a Ciberarte, onde o escritor fala de sua relação com a internet e seu processo de criação.
O curta-metragem Gratte-Papier (Palavras Riscadas), do diretor Guillaume Martinez exemplifica a reflexão de Roger Chartier (em A aventura do livro) sobre a leitura em espaços públicos e privados:
“A leitura silenciosa, mas feita em um espaço público (biblioteca, metrô, trem, avião), é uma leitura ambígua e mista. Ela é realizada em um espaço coletivo, mas ao mesmo tempo ela é privada, como se o leitor traçasse, em torno de sua relação com o livro, um círculo invisível que o isola. O círculo é contudo, penetrável e pode haver aí intercâmbio sobre aquilo que é lido, porque há proximidade e porque há convívio. Alguma coisa pode nascer de uma relação, de um vínculo entre indivíduos a partir da leitura, mesmo silenciosa, pelo fato de ser ela praticada em um espaço público”. (pg 143)
Gratte-Papier foi o vencedor do urso de prata no Festival de Berlim em 2006 e não possui legenda. O diálogo silencioso é mais ou menos assim:
– Eu não consigo ver seu rosto, mas o olhar do outro homem pode me dizer.
– O olhar dele não diz o seu (rosto).
– Eu era o centro (da atenção) antes de você chegar.
– Não se preocupe, já estou saindo.
– Não, não se mexa. O stress soa lá fora. Aqui estamos sentados, é melhor.
– Vou embora.
E a garota escreve o nº de seu telefone no livro.
Imagine-se ganhando um presente e junto com este presente uma mensagem escrita com letras de chocolate… que delícia! Pois a empresa Typolade, em Stuttgart na Alemanha, criou esta idéia: letras tipográficas feitas de chocolate.
O cliente pode compor uma ou duas linhas de texto, ou até blocos mais extensos que parecem com os originais tipos de Gutenberg. Cada letra pesa 6 gramas e custa 0,60 euros. A fonte utilizada nas mensagens é a FF FagoMo Bold e no site da Typolade há fotos que ilustram a usabilidade deste doce sabor do abc.
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Este post é dedicado ao amigo Cléber, que fez aniversário na semana que passou.
Me deu imensa nostalgia ao escrever o post sobre Bruges…
Em 2004 passei bons dias com minha amiga Samanta Lopes, que hoje mora em Gante.
Passeamos de bike pelas ruas de Bruges, comemos muito chocolate e tomamos muita cerveja, inclusive uma cerveja de banana, a melhor que já tomei na vida!
Bons tempos…
Em 2004, o escritor-diretor inglês Martin McDonagh lançou seu primeiro curta-metragem e já levou um Oscar para casa. Em 2008, seu primeiro longa In Bruges foi aguardado com ansiedade pelos críticos e agradou a muitos pela sua audaciosa combinação de ultraviolência dentro de um gracioso cenário do Velho Mundo.
In Bruges estréia com um excelente elenco, dentre eles o conhecido Colin Ferrell, no papel de um chorão e arrependido matador irlandês; o quase irreconhecível Ralph Fiennes, que interpreta o cômico chefão, e o ótimo Brendan Gleeson (que já fizera parceria no curta de McDonagh e atuou em Harry Potter e a Ordem da Fênix, 2007).
A “fairy tale fucking town” é como o enfático Harry (Fiennes) descreve Bruges. E na verdade, Bruges é uma cidade cheia de “beautiful fucking fairy-tale stuff”, acrescenta. A idéia de rodar uma comédia sangrenta dentro de uma das mais bem preservadas vilas medievais da Europa, cheia de magia e esplendor, evoca um ponto de equilíbrio entre luz e escuridão. Para McDonagh tudo coexiste: “de fato existe algo mágico sobre a cidade, mas em Bruges o mundo não é nem um conto de fadas, nem puramente maldade”.
Bruges está situada a noroeste de Flandres (Bélgica), perto do Mar do Norte. Era uma cidade cheia de contradições nos tempos dos banquetes medievais, a qual foi inspiração para as visões infernais de Hieronymus Bosch. Seu ápice ocorreu nos séculos 14 e 15, onde desenvolveu o mais sofisticado mercado financeiro dos Países Baixos. Conhecida como a “Veneza do Norte”, a noção moderna de Bruges como um conto de fadas surgiu no século 19, quando escritores viajantes encontravam nela um lugar conveniente para elaborarem suas fantasias românticas num lugar singular dentro da Europa. Mas como todas as grandes cidades cosmopolitas, a sua glória desbotou. Os tesouros arquitetônicos da cidade tornaram-se as jóias do seu passado exótico e hoje Bruges concentra sua economia no turismo e em sua forte tradição na fabricação artesanal de mais de trezentos tipos diferentes de cervejas.
In Bruges é uma ótima forma de conhecer esta cidade sem sair do sofá. O filme é rodado em sua maioria nas ruas, e os dois matadores passeiam por entre os monumentos, museus e canais, somados a diálogos filosóficos sobre o tempo e abastecidos pela excelente cerveja local.
A intenção das designers é criar produtos exclusivos e de experiências memoráveis, “nossa meta é dar às pessoas não somente experiências físicas com os produtos, mas também experiências emocionais, oferecendo produtos que tragam felicidade e alegria para o dia-a-dia”, afirma Diana.
Esta combinação inovadora de iluminação ambiente com almofada permanece acesa por até 4 horas e é movida à pilha.
Na semana que passou, participei de um encontro teórico-prático sobre história da pintura contemporânea com Paulo Pasta, no Museu Victor Meirelles. Paulo chegou uma hora e meia atrasado por causa dos aeroportos brasileiros. Ele disse que a companhia aérea pretendia aterrissar o avião em Porto Alegre pra depois enviar os passageiros até Floripa… de ônibus, pode?!! Fora este atraso, o encontro foi ótimo, apesar de alguns participantes confundirem o evento com terapia em grupo. Refletir e ouvir sobre pintura com a mediação de um dos melhores pintores contemporâneos do país foi bom demais. Lembrou-me a época de minha graduação na Belas Artes em Curitiba e me impulsionou a voltar a pintar.
No mesmo dia em que Paulo se atrasou, corri (na chuva) para outro compromisso, o lançamento do livro Caio Fernando Abreu, inventário de um escritor irremediável (editora Seoman) da jornalista e escritora Jeanne Callegari.Tal foi a minha surpresa quando Regininha, que organizou o evento, me contou que Jeanne quase não compareceu ao evento porque o avião atrasou e pretendia aterrissar em Porto Alegre pra depois enviar os passageiros até Floripa… de ônibus! Achei engraçado meus dois compromissos estarem unidos pela mesma história. Enfim, o lançamento foi um sucesso, assim como está sendo a recepção do livro pelo público. Minha noite terminou numa pizzaria, ao lado da autora, de amigos e novos amigos!
Para saber mais sobre o livro Caio F.A…, leia aqui. Para saber um pouco mais sobre Paulo Pasta, leia este artigo em que o artista analisa dois livros sobre Francis Bacon.
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Para quem estiver em Florianópolis, até o dia 16 de outubro acontece no Museu Victor Meirelles, no centro da cidade, a exposição “Sonetos” de Luiz Henrique Schwanke, com trabalhos diferentes daquilo que estamos acostumados a ver do artista. São pinturas e desenhos sobre papel, todos inéditos e da década de 80.
Nasci em Joinville, em 1974, e cresci em Rio Negrinho, Santa Catarina. Vivo e trabalho em São José, SC. Sou graduada em artes plásticas e tenho 11 anos de experiência em design gráfico. O que inspira minha vida e trabalho? Tudo o que adoro: meu companheiro, família, gatos, amigos, livros, arte, música, cinema, fotos e muito mais, e nem sempre nesta ordem!
Quando não estou trabalhando (quase sempre com um dos meus gatinhos no colo), estou remando na Lagoa do Peri, ou andando de bike pela cidade com meu cúmplice e companheiro.
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