
Me deu imensa nostalgia ao escrever o post sobre Bruges…
Em 2004 passei bons dias com minha amiga Samanta Lopes, que hoje mora em Gante.
Passeamos de bike pelas ruas de Bruges, comemos muito chocolate e tomamos muita cerveja, inclusive uma cerveja de banana, a melhor que já tomei na vida!
Bons tempos…
Archive for September 21st, 2008
Em 2004, o escritor-diretor inglês Martin McDonagh lançou seu primeiro curta-metragem e já levou um Oscar para casa. Em 2008, seu primeiro longa In Bruges foi aguardado com ansiedade pelos críticos e agradou a muitos pela sua audaciosa combinação de ultraviolência dentro de um gracioso cenário do Velho Mundo.
In Bruges estréia com um excelente elenco, dentre eles o conhecido Colin Ferrell, no papel de um chorão e arrependido matador irlandês; o quase irreconhecível Ralph Fiennes, que interpreta o cômico chefão, e o ótimo Brendan Gleeson (que já fizera parceria no curta de McDonagh e atuou em Harry Potter e a Ordem da Fênix, 2007).
A “fairy tale fucking town” é como o enfático Harry (Fiennes) descreve Bruges. E na verdade, Bruges é uma cidade cheia de “beautiful fucking fairy-tale stuff”, acrescenta. A idéia de rodar uma comédia sangrenta dentro de uma das mais bem preservadas vilas medievais da Europa, cheia de magia e esplendor, evoca um ponto de equilíbrio entre luz e escuridão. Para McDonagh tudo coexiste: “de fato existe algo mágico sobre a cidade, mas em Bruges o mundo não é nem um conto de fadas, nem puramente maldade”.
Bruges está situada a noroeste de Flandres (Bélgica), perto do Mar do Norte. Era uma cidade cheia de contradições nos tempos dos banquetes medievais, a qual foi inspiração para as visões infernais de Hieronymus Bosch. Seu ápice ocorreu nos séculos 14 e 15, onde desenvolveu o mais sofisticado mercado financeiro dos Países Baixos. Conhecida como a “Veneza do Norte”, a noção moderna de Bruges como um conto de fadas surgiu no século 19, quando escritores viajantes encontravam nela um lugar conveniente para elaborarem suas fantasias românticas num lugar singular dentro da Europa. Mas como todas as grandes cidades cosmopolitas, a sua glória desbotou. Os tesouros arquitetônicos da cidade tornaram-se as jóias do seu passado exótico e hoje Bruges concentra sua economia no turismo e em sua forte tradição na fabricação artesanal de mais de trezentos tipos diferentes de cervejas.
In Bruges é uma ótima forma de conhecer esta cidade sem sair do sofá. O filme é rodado em sua maioria nas ruas, e os dois matadores passeiam por entre os monumentos, museus e canais, somados a diálogos filosóficos sobre o tempo e abastecidos pela excelente cerveja local.

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