O curta-metragem Gratte-Papier (Palavras Riscadas), do diretor Guillaume Martinez exemplifica a reflexão de Roger Chartier (em A aventura do livro) sobre a leitura em espaços públicos e privados:
“A leitura silenciosa, mas feita em um espaço público (biblioteca, metrô, trem, avião), é uma leitura ambígua e mista. Ela é realizada em um espaço coletivo, mas ao mesmo tempo ela é privada, como se o leitor traçasse, em torno de sua relação com o livro, um círculo invisível que o isola. O círculo é contudo, penetrável e pode haver aí intercâmbio sobre aquilo que é lido, porque há proximidade e porque há convívio. Alguma coisa pode nascer de uma relação, de um vínculo entre indivíduos a partir da leitura, mesmo silenciosa, pelo fato de ser ela praticada em um espaço público”. (pg 143)
Gratte-Papier foi o vencedor do urso de prata no Festival de Berlim em 2006 e não possui legenda. O diálogo silencioso é mais ou menos assim:
– Eu não consigo ver seu rosto, mas o olhar do outro homem pode me dizer.
– O olhar dele não diz o seu (rosto).
– Eu era o centro (da atenção) antes de você chegar.
– Não se preocupe, já estou saindo.
– Não, não se mexa. O stress soa lá fora. Aqui estamos sentados, é melhor.
– Vou embora.
E a garota escreve o nº de seu telefone no livro.
lindo, lindo!
merci pour ces pièces de poèsie qui tu disponibilise si amouresement!!
bisou bisou
(meu francês ta enferrujadinho, inventei tudo ali em cima eheheh)
C’est génial, ça!
Adorei, me deu uma saudade dos sons do metrô de Paris… Aquele verde dos bancos é inconfundível…
Beijos,
Cris
Paulie, Cris,
Lindo demais, né?
Vi este curta num festival aqui no SESC e quando achei no youtube, não tive dúvidas em compartilhá-lo aqui!
Meu francês é péssimo… penei pra achar uma tradução para as palavras riscadas… rsrsrsrs
beijos